O INCRÍVEL LOVING VINCENT

O cinema pintado à mão no estilo Van Gogh. Veja como foi produzido o incrível filme “Loving Vincent”

POR NATHÁLIA FAGOTTI

Com um pouco menos de 1 mês para ser estrea­do, Lov­ing Vin­cent é um dos filmes mais esper­a­dos e isso não é à toa: a ani­mação é fei­ta total­mente com pin­tu­ra a óleo, idên­ti­co ao famoso esti­lo de pin­tu­ra de Van Gogh.

A encan­ta­do­ra ani­mação Lov­ing Vin­cent é dirigi­da pela cineas­ta Doro­ta Kobiela e pelo pro­du­tor Hugh Welch­man, que decidi­ram faz­er um filme que trans­for­masse as car­tas, quadros,

depoi­men­tos e vida do pin­tor em um belís­si­mo filme capaz de reme­ter, do começo ao fim, às car­ac­terís­ti­cas artís­ti­cas de Van Gogh. “.Em uma car­ta para seu irmão, Vin­cent disse que ‘só podemos falar através de nos­sas pin­turas’, e essas palavras foram muito impor­tantes para mim, e a razão para faz­er com que o filme acon­te­cesse”, comen­ta Doro­ta Kobiela.

Produção

Antes de todo o proces­so cria­ti­vo começar, foram anal­isadas mais de 300 pin­turas de Van Gogh, bem como a obser­vação de cenários e per­son­agens exis­tentes nos quadros. A par­tir daí, foi grava­do um filme com pes­soas reais, cujo elen­co con­ta com Helen McCro­ry, Saoirse Ronan e Aidan Turn­er. Feito isso, as fil­ma­gens (dev­i­da­mente edi­tadas) foram envi­adas ao time de pin­tores que tra­bal­havam em divisórias indi­vid­u­ais, em um enorme espaço

cedi­do pela pro­dução da ani­mação.

Eles tin­ham como obje­ti­vo cri­ar uma tela ao esti­lo Van Gogh para cada plano.

Para a super­pro­dução da ani­mação, políti­cas de apoio cul­tur­al der­am em torno de US$ 5,5 mil­hões, e out­ra parte do orça­men­to foi doa­da por meio de finan­cia­men­to cole­ti­vo, feito por fãs através da inter­net.

Loving Vincent e seu time: Onde tudo acontece

Por trás de toda a pro­dução, hou­ve 4.000 inscritos, mas ape­nas 150 deles foram os escol­hi­dos para realizar os quadros. Foram qua­tro anos de estu­do e apri­mora­men­to das téc­ni­cas para Doro­ta e Hugh chegarem no resul­ta­do que que­ri­am, mas todo o proces­so foi super­vi­sion­a­do pelo Museu Van Gogh.

Out­ros dois anos tam­bém foram necessários para gravação e pro­dução das telas. Ao final de todo o tra­bal­ho, a ani­mação exibe 12 frames por segun­do, com total de 66.960 frames provin­dos de 898 planos!

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Rufam os tambores, a estreia está chegando!

Pra quem está muito ansioso, assim como a acla­ma­da críti­ca e amadores do cin­e­ma, o filme tem data de estreia para 22 de setem­bro de 2017 nos EUA. No Brasil, a data será divul­ga­da pela Europa Filmes, dis­tribuido­ra da obra. Enquan­to isso, veja na inte­gra o trail­er da ani­mação:

Vídeo: Matéria especial feita pela DW Brasil sobre “Loving Vincent”

Van Gogh: vida e morte

Nasci­do em 30 de março de 1853, Vin­cent Willem Van Gogh nasceu na Holan­da e foi con­sid­er­a­do um dos artis­tas mais influ­entes em toda a história da arte, emb­o­ra sua arte só ten­ha sido recon­heci­da após a sua morte. Vin­cent era um homem pobre, morou em bar­ra­cos e pas­sou muito frio. Ele, de fato, con­heceu a mis­éria.

Ao lon­go de sua tra­jetória, teve grande influên­cia do pós-impres­sion­is­mo,

mas vendeu ape­nas um quadro, o famoso O Vin­he­do Ver­mel­ho e, após sua morte, o quadro O retra­to de dr. Gachet foi com­er­cial­iza­do por US$ 82,5 mil­hões.

Vin­cent sem­pre foi sus­ten­ta­do pelo seu irmão Theodor­us, com quem tro­cou mais de 700 cor­re­spondên­cias, cujo doc­u­men­tos foram fun­da­men­tais para o estu­do de toda a sua genial­i­dade na arte. Atual­mente, os quadros de Vin­cent estão entre os mais caros no mun­do.

Vídeo: Bastidores do filme “Loving Vincent”