Felipe Hess, um nome que se fortalece a cada ano

EM ENTREVISTA A REVISTA DELL AMBIENTE, FELIPE HESS FALA SOBRE SUA TRAJETÓRIA NA ARQUITETURA

POR ROBERTA CIVITARESE

orig­i­nal­i­dade é uma das mar­cas de seu tra­bal­ho. Felipe Hess bus­ca para cada pro­je­to uma iden­ti­dade úni­ca. Arquite­to em São Paulo, for­ma­do há 10 anos pela Esco­la da Cidade, Felipe tem uma car­reira sól­i­da e um históri­co de pro­je­tos incríveis. Nes­ta entre­vista você vai con­hecer um pouco mais sobre esse tal­en­to da arquite­tu­ra paulis­tana.

Repórter: Em 10 anos de for­ma­do você con­stru­iu um port­fólio rico de pro­je­tos e prêmios. Quais foram mais mar­cantes?

Felipe Hess: O aparta­men­to do Copan foi o primeiro pro­je­to que fiz, na época em parce­ria com a Rena­ta Pedrosa e deu mui­ta vis­i­bil­i­dade. Ao lon­go dos 5 anos de escritório, que comem­o­ramos esse ano, cri­amos um bom vol­ume de pro­je­tos e den­tre eles desta­co um car­in­ho espe­cial pelo Aparta­men­to Sergipe, Casa Sumaré, Casa Pin­heiros, Casa CSF e Pré­dio Leblon.

 

R: A que atribui essas con­quis­tas?

FH: Mui­ta tran­spi­ração e deter­mi­nação. Sem­pre cor­ri atrás dos meus obje­tivos. Hoje con­to com uma equipe incrív­el e jun­tos uni­mos forças e nós entreg­amos de cor­po e alma em todos os nos­sos pro­je­tos. Se aceita­mos o desafio de um pro­je­to é porque acred­i­ta­mos no resul­ta­do que podemos alcançar.

R: Sua tra­jetória é mar­ca­da por mui­ta deter­mi­nação. Há, inclu­sive, uma história do iní­cio da sua car­reira, em que você pulou o muro de uma obra para pedir está­gio ao arquite­to respon­sáv­el. Como foi isso?

FH: Uma lon­ga história. Resum­i­da­mente, desco­bri o tra­bal­ho do arquite­to Isay Wein­feld logo no segun­do ano da fac­ul­dade. Me iden­ti­fiquei ime­di­ata­mente e come­cei a estu­dar seu tra­bal­ho, pular muro de obras e pedir e na sequên­cia implo­rar por um está­gio. Ele sem­pre foi muito edu­ca­do e aten­cioso. Man­tive­mos con­ta­to durante todos os meus anos de fac­ul­dade até que logo que me formei fui con­trata­do como arquite­to. Eu era o mais jovem e inex­pe­ri­ente do escritório. Ele esper­ou eu me for­mar para me con­tratar, pois assim eu pode­ria aproveitar o perío­do no seu escritório da mel­hor maneira pos­sív­el. Devo muito a ele.

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R: Você se desta­cou muito cedo e hoje man­tém uma equipe de jovens tal­en­tos tam­bém. O que essa ger­ação traz à arquite­tu­ra?

FH: Adoro min­ha equipe. Eles somam esforços, ideias e tra­bal­ho duro para jun­tos faz­er­mos tudo acon­te­cer de uma maneira flu­i­da e diver­ti­da. Tem uma ger­ação nova muito boa por aí.

 

R: O que car­ac­ter­i­za os pro­je­tos do escritório?

FH: Bus­camos faz­er com que cada pro­je­to seja úni­co, sem repetição de soluções ou resul­ta­dos óbvios. Quer­e­mos que cada pro­je­to ten­ha a sua iden­ti­dade e que essa iden­ti­dade seja um reflexo do cliente, afi­nal, é para eles que esta­mos pro­je­tan­do. Faze­mos uma arquite­tu­ra limpa e bem detal­ha­da. Explo­ramos os mate­ri­ais e bus­camos cri­ar espaços aconchegantes e que, em primeiro lugar, aten­dam às neces­si­dades do cliente.

 

R: Atual­mente onde bus­ca suas refer­ên­cias?

FH: Leio e pesquiso muito. Todos os dias. Inter­net e revis­tas. Além de ficar sem­pre aten­to ao andar pela cidade e em via­gens.

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R: A cri­ação de peças no design de inte­ri­ores tam­bém é uma paixão?

FH: Enx­er­go a arquite­tu­ra como algo do macro ao micro, por­tan­to, o design de inte­ri­ores vem nat­u­ral­mente. O botão da cam­painha é tão impor­tante quan­to a estru­tu­ra e acaba­men­tos de um pro­je­to.

 

R: O que sente fal­ta na arquite­tu­ra de um modo ger­al?

FH: De tem­po livre.

 

R: Qual o pro­je­to dos seus son­hos?

FH: Nos­sa… Só temos 5 anos de escritório. Acabamos de começar, por­tan­to, o son­ho é grande.