O PAPEL DO DESIGNER NO PROJETO DE DESIGN DE INTERIORES

Projeto de design de interiores: o que o profissional pode fazer por você durante a obra.

POR BRUNO RODRIGUES

A primeira edição da Dell Ambi­ente apre­sen­tou uma matéria sobre Design de Inte­ri­ores e, ago­ra, um arti­go sobre o pro­je­to desse tipo de design, quan­do atre­la­do ao pro­je­to de arquite­tu­ra. Muitas pes­soas pen­sam que os dois pro­je­tos con­tem­plam as mes­mas dis­ci­plinas, porém eles são pro­je­tos com­ple­mentares que bus­cam um bem comum: con­for­to e qual­i­dade no ambi­ente.

Os profis­sion­ais dessas áreas pos­suem difer­entes atribuições e níveis de respon­s­abil­i­dades téc­ni­cas. De acor­do com a Clas­si­fi­cação Brasileira de Ocu­pações do Min­istério do Tra­bal­ho, os Design­ers de Inte­ri­ores “Pro­je­tam e exe­cu­tam de for­ma cria­ti­va e cien­tí­fi­ca soluções

para espaços inte­ri­ores res­i­den­ci­ais, com­er­ci­ais e insti­tu­cionais, visan­do a estéti­ca, a efi­ciên­cia, a segu­rança, a saúde e o con­for­to. Pesquisam pro­du­tos, mate­ri­ais e equipa­men­tos para elab­o­ração e exe­cução de pro­je­tos de inte­ri­ores”.

    O pro­je­to de design de inte­ri­ores bus­ca traz­er a iden­ti­dade ao ambi­ente de acor­do com o uso do ambi­ente, com as intenções dos pro­pri­etários ou insti­tu­ições. O tra­bal­ho é inten­so, pois além de bus­car especi­fi­cações de tipos de mate­ri­ais, cores e tex­turas, o profis­sion­al não pode deixar de lado a fun­cional­i­dade e de aten­der à ergono­mia.

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Porém o design­er não pode ser o respon­sáv­el téc­ni­co por alter­ações na área civ­il do ambi­ente, como a reti­ra­da de pare­des ou out­ros itens da obra para os quais seja necessário um Reg­istro de Respon­s­abil­i­dade Téc­ni­ca, uma vez que ele não é o profis­sion­al capac­i­ta­do para a emis­são deste doc­u­men­to.

O profis­sion­al que realizará o pro­je­to de design de inte­ri­ores deve estar alin­hado com o

respon­sáv­el téc­ni­co pela obra, facil­i­tan­do as pos­síveis alter­ações que pos­sam acon­te­cer na parte estru­tur­al da con­strução.

A par­tic­i­pação do design­er atre­la­da ao pro­je­to de arquite­tu­ra faz com que os proces­sos decor­rentes na obra sejam min­i­miza­dos, poden­do pre­v­er alter­ações no pro­je­to elétri­co ou luminotéc­ni­co.

Confira algumas dicas para alavancar o seu projeto!

No vídeo do design­er Paulo Biac­chi, ele ressalta diver­sos itens que são lev­a­dos em con­ta no pro­je­to de design de inte­ri­ores.

1. Definição do uso do ambiente:

De extrema importân­cia para o bom anda­men­to do pro­je­to. A par­tir dele os out­ros itens serão definidos. Ain­da nesse momen­to de definição do pro­je­to é de extrema importân­cia o cliente pas­sar para o profis­sion­al as sen­sações que ele dese­ja no ambi­ente.

2. A escolha da paleta de cores:

É fun­da­men­tal para a bus­ca de mobília, ele­men­tos de dec­o­ração ou out­ros acessórios de que o pro­je­to neces­site. A escol­ha pode ser fei­ta a par­tir das refer­ên­cias forneci­das pelos pro­pri­etário, por mobil­iários já exis­tentes no local. Dica: busque no cír­cu­lo cromáti­co cores análo­gas ou diame­tral­mente opostas para destacar alguns ele­men­tos.

3. O projeto de design de interiores deve estar atento ao usuário do ambiente:

No vídeo aci­ma, o design­er ressalta a posição das camas em relação à janela, evi­den­cian­do a segu­rança das cri­anças no ambi­ente. Cuida­dos semel­hantes devem ser toma­dos em ambi­entes para idosos, evi­tan­do desníveis exces­sivos e ele­men­tos que pos­sam difi­cul­tar a loco­moção no ambi­ente.

4. O mobiliário adequado:

De extrema importân­cia, pois além de com­por o pro­je­to, tor­nam o ambi­ente fun­cional. Out­ra dica impor­tante é: o seu design­er pode aju­dar a especi­ficar móveis plane­ja­dos, como os da lin­ha da Del­lAn­no ou ain­da cri­ar móveis plane­ja­dos e detal­há-los para aten­der à sua neces­si­dade.

Em resumo, é super impor­tante que o pro­je­to de design de inte­ri­ores, assim como os pro­je­tos de out­ras dis­ci­plinas, ocor­ram de maneira orde­na­da, sem que gerem impactos neg­a­tivos na sua obra. Para isso, a capaci­dade do profis­sion­al é

deter­mi­nante, pois ele deve se mostrar aten­to a pra­zos e ser capaz de gerir o crono­gra­ma de obra com os impre­vis­tos que podem acon­te­cer no dia-a-dia da obra, assim como ser maleáv­el com out­ros profis­sion­ais envolvi­dos no pro­je­to.