Novo cimento tecnológico tem alta resistência e durabilidade

REVESTIMENTO DE CIMENTO TECNOLÓGICO AUMENTA CONSIDERAVELMENTE A RESISTÊNCIA DE CONSTRUÇÕES ANTIGAS A ABALOS SÍSMICOS.

POR GABRIEL CARDOSO

esquisadores da Uni­ver­si­dade da Colúm­bia Britâni­ca desen­volver­am um novo com­pos­to de con­cre­to usan­do engen­haria mol­e­c­u­lar que tem uma extrema resistên­cia a choques sís­mi­cos. O com­pos­to chama­do de EDCC, eco-friend­ly duc­tile cemen­ti­tious com­pos­ite (“Com­pos­to Ecológi­co Dúc­til Cimen­toso”) tem a capaci­dade de reforçar pare­des de con­cre­to tradi­cionais e aumen­tar sua resistên­cia con­tra aba­los sís­mi­cos con­sid­er­av­el­mente. Desen­volvi­do com o con­ceito de retro­com­pat­i­bil­i­dade em mente, para que fos­se aplicáv­el em con­struções em áreas com alta incidên­cia de ter­re­mo­tos.

O mate­r­i­al já foi sub­meti­do a sim­u­lações de ter­re­mo­tos que atin­gi­ram mag­ni­tudes de 9.0 a 9.1, sim­i­lares as que atin­gi­ram o Japão durante os ter­re­mo­tos de 2011. Nos testes, pare­des de con­cre­to tradi­cional ruíram em menos de 10 segun­dos de choques, com ape­nas 65% da força sís­mi­ca do ter­re­mo­to de Tohoku. Usan­do o EDCC, a mes­ma parede con­seguiu resi­s­tir a 200% da força do ter­re­mo­to sem maiores danos estru­tu­rais, isso ape­nas com uma apli­cação de 10mm na parede.

A apli­cação do mate­r­i­al pos­sui grande poten­cial em áreas de risco com estru­turas frag­ilizadas, isso dev­i­do ao cus­to de pro­dução van­ta­joso e pos­si­bil­i­dade de retro­com­pat­i­bil­i­dade com con­struções mais anti­gas, em que o reforço de aço ou mudanças estru­tu­rais mais com­plexas.

A tec­nolo­gia está quase total­mente final­iza­da e o primeiro teste de cam­po será real­iza­do na índia, onde uma esco­la local­iza­da em uma região com altos índices de ativi­dade sís­mi­ca rece­berá o com­pos­to!

Qual sua opinião sobre impactos dos novos com­pos­tos e tec­nolo­gias que têm sido desen­volvi­dos (e redescober­tos) para a arquite­tu­ra, como a impressão 3D ou o lendário con­cre­to Romano? Eles podem ter impactos pos­i­tivos na arquite­tu­ra, refor­ma e con­strução de estru­turas, man­ten­do um cus­to bene­fí­cio que os man­ten­ham viáveis para a apli­cação com­er­cial? Deixe sua opinião em nos­sas mídias soci­ais!